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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Infraestrutura Local (made in TB)

Continuando com a pesquisa, vamos à infraestrutura local
(microrregião de Telêmaco Borba)
atualmente disponível...

RAMAIS PARA TRANSPORTES LOGÍSTICOS
NA MICRORREGIÃO DE TELÊMACO BORBA – PR

       E considerando a importância da infraestrutura logística para o setor dos transportes, analisemos as condições da região em estudo.
Em se tratando de acessos rodoviários, o município de Telêmaco Borba conta com a rodovia PR 160, denominada Rodovia do Papel, a qual permite acesso, a sudoeste com a rodovia BR 376 (denominada Rodovia do Café), cortando o município de Imbaú, e a noroeste com o município de Curiúva; a mesma se liga à rodovia PR 090 (denominada Rodovia do Cerne). O município ainda dispõe de ramal rodoviário o ligando com o município de Tibagi, através da PR 340 (Rodovia Sadi de Brito). A PR 160 é a que contém o maior fluxo de veículos com destino a Telêmaco Borba, é, portanto, a principal via de acesso a esse município.

Malha rodoferroviária e aeroporto na microrregião de Telêmaco Borba


Fonte: Fonte: (EIA/Projeto PUMA – IAP/2012; p. 17)

E em se tratando de acesso ferroviário, Telêmaco Borba é servido por um ramal que liga a Fábrica das Indústrias Klabin, na Fazenda Monte Alegre, ao entroncamento da ALL (América Latina Logística), na cidade de Ponta Grossa (PR), para uso exclusivo da Klabin no transporte de cargas.

Rede ferroviária saindo da unidade Monte Alegre da Klabin

Fonte: www.estacoesferroviarias.com.br

Enfim, a infraestrutura logística para transportes da região em estudo, se apresenta como bastante favorável às pretensões das Indústrias Klabin, em relação ao Projeto PUMA.
Com certas "facilidades" de se ligar à mesma, expandí-la, e/ou aprimorá-la.



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Fundamentos logísticos "ao PUMA"...

Desta feita lhes trago uma básica apresentação dos modais para transporte. Que se encontram dentro da fundamentação teórica para o estudo de caso em cima do projeto PUMA, das Indústrias Klabin do Paraná S/A; o qual estou desenvolvendo.

MODAIS PARA TRANSPORTE
O presente trabalho, que resumidamente estou transcrevendo aqui no blog, teve como um de seus objetivos, estudar as funções da logística, principalmente para o setor de transportes, focando a logística de expedição. Em relação ao transporte, dos mais diversos materiais, (DIAS, 1993, p. 12), assim o define:
Esse conjunto de atividades engloba o transporte de carga, armazenagem, movimentação física de materiais, embalagem, controle de estoque, seleção de locais para o armazém, processamento de pedidos e atendimento ao cliente.

( . . . ) A maneira como certo material pode vir a ser transportado, é considerada pelos estudiosos do assunto, como “tipo modal de transporte”. Atualmente, encontra-se nas bibliografias, seis principais modais de transporte, abaixo relacionados:

Transporte Aéreo ... (BALLOU, 1993, p. 128), considera que “O transporte aéreo tem tido uma demanda crescente de usuários no segmento de cargas com serviço regular (...) A vantagem do modo aéreo está em sua velocidade sem paralelo, principalmente para longas distâncias”... Não é o mais indicado, salvo situações específicas, resguardando as considerações de que o mesmo tem conseguido certo crescimento junto às demais modalidades para o transporte de cargas.

Transporte Aquaviário ... (BALLOU, 1993, p. 129), fez as seguintes considerações: “As hidrovias domésticas estão confinadas ao sistema hidroviário interior, exigindo, portanto, que o usuário ou esteja localizado em suas margens ou utilize outro modal de transporte, combinadamente”... É quase que impossível em algumas regiões do Brasil, devido a muitas precipitações de seus rios, resultante de nossa geografia.

Transporte Dutoviário ... (BALLOU, 1993), agora junto à página 130:
O transporte dutoviário oferece um rol muito limitado de serviços e capacidades (...) Entretanto, existem algumas experiências no transporte de sólidos em suspensão num líquido, chamado de “pasta fluída” (slurry), ou sólidos contidos em cilindros, que se movem dentro do líquido. Caso estas inovações demonstrem sua economicidade, o uso de dutos pode ter grande expansão.
... O Brasil conta com o famoso “gasoduto da Bolívia”. Mas para o transporte de materiais sólidos, esta prática ainda requer ser mais bem difundida no país.

Transporte Ferroviário ... Para (DIAS, 1993, p. 326) é “destinado a volumes maiores e que possuem custo unitário baixo”... Se apresenta com potencial para solucionar grande parte dos problemas enfrentados pelo transporte rodoviário nacional.

Transporte Marítimo ... Segundo (DIAS, 1993, p. 326): “Deverá levar produtos de baixíssimo custo unitário, cujo tempo de realização da operação não fosse fator preponderante no encarecimento da mercadoria”. Como exemplo desses produtos pode-se citar as commodities, que podem ser consideradas como mola propulsora das exportações brasileiras... Bastante indicado para transações internacionais.

Transporte Rodoviário ... (BALLOU, 1993, p. 127): “serve rotas de curta distância de produtos acabados ou semi-acabados”. E segundo mesmo autor e obra, em sua página (128):
Caminhões oferecem entrega razoavelmente mais rápida e confiável de cargas parceladas. O operador rodoviário necessita preencher apenas um veículo antes de despachar a carga, enquanto a ferrovia deve lotar um trem. Consequentemente, o modo rodoviário é mais competitivo no mercado de pequenas cargas.

Transportes Intermodais Ou multimodais ... Segundo (BALLOU, 1993, p. 126), o transporte multimodal ocorre: “Quando dois ou mais modos individuais de transporte são envolvidos num único despacho”.
O Brasil necessita de investimentos em infraestrutura, principalmente em transportes, entende-se que a matriz brasileira precisa ser repensada, aperfeiçoada, ou, pelo menos melhorada. E essas considerações vêm ao encontro de Fleury (2000):
O Brasil apresenta muita dependência do modal rodoviário, o segundo mais caro, perdendo apenas para o aéreo. O autor apresenta alguns números: 61% da carga são transportadas pelas rodovias no Brasil, enquanto que na Austrália a porcentagem é 30%, nos EUA 28% e na China cai para 19%. É fácil perceber a oportunidade para redução de custos caso o transporte rodoviário atinja padrões internacionais, o que ensejaria crescimento de modais mais baratos. O autor estima que a migração de diversos produtos do rodoviário para o ferroviário já significaria uma economia de cerca de U$ 1 bilhão por ano. (apud SCANDOLARA, 2010, p. 22)
E (BALLOU, 1993, p. 113), sentencia: “O transporte representa o elemento mais importante do custo logístico na maior parte das firmas. O frete costuma absorver dois terços do gasto logístico”.

LOGÍSTICA DE EXPEDIçÃO (Outbound) ... Parte da logística que se refere especificamente ao ato de se despachar mercadorias ao cliente, fazendo uso dos mais diversos canais de distribuição, os quais passam a ser cada vez mais usados, requerendo maior manutenção, ganhando importância e se apresentando, cada vez mais como fatores estratégicos de competitividade. Mas não só isso, quando uma grande corporação se instala em determinada região, geralmente faz surgir ao seu entorno, as chamadas “empresas satélites”, prestadores de serviços direta ou indiretamente ligados à organização-mor...

Enfim, o caso específico do “Projeto PUMA”, a ser instalado no município de Ortigueira/PR, deve proporcionar grande desenvolvimento para esta comunidade e toda sua circunvizinhança, com reflexos ao longo de toda sua cadeia produtiva; e até fora dela.

ass: Antonio Marques.

domingo, 11 de agosto de 2013

(intro) Projeto PUMA...

Depois de um longo e tenebroso inverno (de fato), volto a postar algo aqui no blog. E como hoje (11/08), é dia do estudante, lhes apresento uma básica introdução de meu Trabalho de Conclusão do Curso (TCC), para o curso de Administração de Empresas, da FATEB - Faculdade de Telêmaco Borba. Que se trata de um estudo documental em cima do projeto PUMA, das Indústrias Klabin do Paraná S/A.

INTRODUÇÃO

As indústrias Klabin S/A, desenvolveram um projeto, batizado de “Projeto PUMA”, para implantar uma nova unidade fabricadora de celulose e papel, no município de Ortigueira. Numa região denominada como Campos Gerais do Paraná, na localidade rural conhecida como Campina dos Pupo, pertencente à “microrregião” de Telêmaco Borba - PR. Onde a empresa já possui terras (reflorestadas), para erguer seu empreendimento. Portanto, onde se lê Projeto PUMA, “leia-se”: nova fábrica das Indústrias Klabin no município de Ortigueira (PR)!
Além de a empresa já possuir terras, estas se encontram praticamente todas cobertas por florestas de eucalipto e pinus, principal matéria-prima para os processos fabris a que o empreendimento se propõe, a fabricação de celulose. A região é praticamente toda revestida por um “mar verde”, e o manejo florestal, com vistas a propiciar sustentabilidade em relação ao uso de suas madeiras, conta com certificação internacional junto a órgãos competentes para tal.
Um empecilho para tal empreendimento, é a não existência de infraestrutura no local, não existe estradas pavimentadas, a distribuição de energia elétrica, ou de qualquer outro tipo de energia, é falha (subentendida como totalmente insuficiente para tamanho empreendimento), além de outras questões sociais provocadas e caracterizadas pelo fenômeno da aglomeração de pessoas... Exigindo-se, investimentos nesse sentido, principalmente para a logística de transportes. E principalmente neste caso em estudo, pois no local pré-determinado para tal empreendimento, só se encontra estradas rurais...
O trabalho em questão, baseado em bibliografias, que possibilitaram dar base, ao estudo do projeto, conta também com o acompanhamento das notícias relacionadas ao mesmo, já anunciado como o maior investimento privado da história do Paraná. Considerando as palestras relacionadas ao assunto, e, não desconsiderando alguns conhecimentos empíricos de seu autor. Busca-se trazer à tona e deixar registrado, os principais impactos oriundos da implantação da logística para transportes, que se fará necessária, para atender esse grandioso complexo fabril.
Para tanto, pesquisou-se os tipos modais de transportes, seus ramais e possíveis intermodalidades; principalmente a questão da logística de expedição, em parte da literatura denominada como: logística outbound – foco deste estudo.

Procurar-se-á, evidenciar a inovadora proposta de Partilha de ICMS, entre os municípios que farão parte da cadeia produtiva, que abastecerá a unidade fabril com matéria-prima. O que tornará possível a obtenção de seu produto final, e a consequente expedição do mesmo. Culminando com a formação de receita via “ICMS”, e a possível partilha da mesma, entre esses municípios... Subentendendo-se, que o ponto de origem dos materiais primários, pode (ou deve) ser visto com maior atenção pelo gerenciamento da cadeia produtiva! E com essa consciência, o Projeto PUMA se apresenta de forma inovadora, em relação ao recolhimento do ICMS – conhecido como “Imposto para Circulação de Mercadorias e Serviços” – trazendo uma nova proposta com vistas ao desenvolvimento regionalizado. Com intuito de propiciar um desenvolvimento, que pode ser entendido como mais uniforme, ao longo de toda sua cadeia de abastecimento, composta por 12 (doze) municípios da região, que servirão como fontes de sua matéria-prima.

Ao longo do mês, é possível que venha postar o restante do trabalho,
conforme desenvolvimento do mesmo (?)
Ass: Antonio Marques.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Princípios Cristãos (+)

Carta de São Paulo aos Coríntios de hoje


     Se eu aprender inglês, espanhol, alemão e chinês e dezenas de outros idiomas, mas não souber me comunicar como pessoa, de nada valem minhas palavras.
Se eu concluir um curso superior, andar de anel no dedo, frequentar cursos e mais cursos de atualização, mas viver distante dos problemas do povo, minha cultura não passa de inútil erudição.

     Se eu morar no Nordeste, mas desconhecer os problemas e sofrimentos de minha região e fugir para as férias no Sul, até na América ou Europa, e nada fizer pela promoção do homem, não sou cristão.
Se eu possuísse a melhor casa de minha rua, a roupa mais avançada do momento e o sapato da moda, e não me lembrasse de que sou responsável por aqueles que moram na minha cidade e andam de pés no chão, e se cobrem no molambo, sou apenas um manequim colorido.
Se eu passar os fins de semana em festas e programas, sem ver a fome, o desemprego, o analfabetismo e a doença, sem escutar o grito abafado do povo que se arrasta à margem da história, não sirvo para nada.

     O cristão não foge dos desafios de sua época. Não fica de braços cruzados, de boca fechada, de cabeça vazia; não tolera as injustiças nem as desigualdades gritantes de nosso mundo; luta pela verdade e pela justiça, com as armas do amor.
O cristão não desanima nem se desespera diante das derrotas e dificuldades, porque sabe que a única coisa que vai sobrar de tudo isso é o amor.

Dom Hélder Câmara, parafrasenado 1Cor.13-13.
Revista Ir ao Povo, n. 66.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Alep "encabrestada" (?)


Duas notícias! – Um fato (?)

Notícia 1:

A pedido do governo paranaense, a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), convocou sessões extraordinárias para hoje e amanhã, em pleno recesso parlamentar, para votar o polêmico projeto de lei que autoriza o repasse para o caixa do Executivo de 30% dos depósitos judiciais de posse do Tribunal de Justiça (TJ). A intenção do governo é sancionar a matéria rapidamente até o fim desta semana, para evitar o risco de que decisões judiciais barrem o projeto já no nascedouro e o impeçam de sair do papel. Estimativas dão conta de que, com a proposta, o governo teria acesso imediato a pelo menos R$ 1,8 bilhão.
De autoria conjunta do Judiciário paranaense e do governo, o projeto foi aprovado pelo Órgão Especial do TJ na última segunda-feira – mesmo dia em que o ex-deputado estadual Fábio Camargo, filho do presidente do Tribunal de Justiça, Clayton Camargo, tomou posse como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TC).
Diante do aval dos desembargadores, ontem mesmo o governador Beto Richa (PSDB), solicitou a presença de deputados aliados no Palácio Iguaçu e pediu um esforço para que reunissem o maior número possível de parlamentares para aprovar a proposta na Assembleia ainda nesta semana – são necessários os votos de no mínimo 28 dos 54 parlamentares.
( . . )
Atualmente, os depósitos judiciais ficam retidos em uma conta enquanto há algum litígio entre duas partes. Só podem ser retirados pela parte vencedora após uma decisão final da Justiça... Pelo artigo 2.o da proposta, se os 70% em posse do TJ forem insuficientes para pagar decisões judiciais, o Tesouro do Estado terá de fazê-lo em até três dias úteis. Mas como o próprio governo admite estar em dificuldades financeiras, não há garantia real de que o “empréstimo” será pago. Se eventualmente não houver dinheiro em caixa, um cidadão pode, na prática, tomar um calote ou receber um precatório, que demora anos para ser pago (...)
(Gazeta do Povo, quarta-feira, 24 de julho de 2013; p. 13)

Notícia 2:

Literalmente, o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Plauto Miró Guimarães (DEM), está atuando na bancada do PT. A foto de Sandro Nascimento, na sessão extraordinária de ontem à noite, mostra o parlamentar “demo” confortavelmente instalado na fileira “à esquerda” reservada aos sete deputados petistas no plenário.
“Eu voto contra o ‘CU’ de Beto Richa. Já votei uma vez, vou votar outra”... (teria dito Plauto). A bancada do PT boicotou... a sessão relâmpago instalada para a leitura da mensagem do governador Beto Richa (PSDB) que, regimentalmente, convocou a Assembleia... de acordo com a assessoria petista, os sete vão atuar em plenário junto com o “líder” do DEM.
Segundo informações do blogueiro maringaense Ângelo Rigon, o tucano até colocou aviões visando garantir quórum de 35 senhores e senhoras excelências para aprovar o projeto da transferência de R$ 2,1 bilhões de depósitos judiciais para o Caixa Único (CU) do tesouro estadual.

Plauto foi derrotado na eleição do TC porque Richa preferiu apoiar Fábio Camargo, filho do desembargador Clayton Camargo, presidente do Tribunal de Justiça (TJ), que, num gesto de retribuição, aprovou esta semana projeto de lei que permite a transferência bilionária para o cofre tucano.



“O fato” (por trás das notícias):
Na humilde visão deste aprendiz de blogueiro, o Governador Beto Richa (PSDB/PR), tem conseguido manter, de certa forma, sob seu controle, grande parte dos deputados da Assembleia Legislativa do Estado. Talvez causando um retrocesso bastante considerável, nos remetendo à época dos “votos de cabresto”. Aplicando tal artimanha junto aos deputados. E o que é infinitamente mais grave: COM APOIO DO JUDICIÁRIO! – isso em relação à 1a notícia.
Já a 2a notícia, nos deixa a impressão de que o bom e velho deputado Plauto Miró Guimarães, estaria se cansando de ser “cabrestiado” (?) – fica a indagação, se é que o tal “fato” realmente se faz verídico!

E se realizarmos uma síntese das duas notícias, subentende-se que a agora “birra” de Plauto, é resultado da briga pela vaga como conselheiro do TC. Quando Beto teria apoiado o filho do Presidente do Tribunal de Justiça, influenciando os deputados a votarem no mesmo. Afinal de contas, a corda arrebenta, na maioria absoluta das vezes, em seu lado mais fraco! E por isso mesmo, vou ficando por aqui. Pois neste país, falar mal do Judiciário, ainda é, "estritamente" proibido!