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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

REDAÇÃO: De problema a solução..!


REDAÇÃO: Problema ou Solução?

Pois bem, de acordo com o propósito de dedicar as postagens do mês de agosto à classe estudantil, tendo em vista à data do dia onze ser alusiva aos estudantes (11/08), trataremos neste primeiro post do mês, o tema redação, tão temido pela maioria dos estudantes brasileiros.

Por que aprender a escrever? Poder-se-ia enumerar uma série de justificativas para isso, mas a mais importante delas está ligada ao seu futuro. Se você pretende ter uma carreira vai passar pelo funil do vestibular ou de um concurso público, nos quais o item redação tem um peso que não pode nem deve ser desprezado. (BAÇAN; 1999, p. 7).

Ainda em acordo com o mesmo autor, professores, médicos, advogados, etc. e outra série de profissionais, cedo ou tarde, passarão pelo crivo de redigir algo. Desconsiderando aqui, o fato de antes terem de passar num vestibular, e todas as redações que terão de redigir ao longo do curso, os tais “trabalhos acadêmicos”.
Diz-se que a maioria dos autores tem um estilo próprio de escrever, e em conformidade com o mesmo autor acima citado:

Antes de mais nada, é preciso aprender a gostar de escrever e isso só se consegue através da formação do gosto pessoal. É preciso provar de tudo ... independente de preferências. A educação do gosto pode ser feita pela leitura ... participação em debates ou pela simples troca de idéias ... buscando uma forma prática de fazer isso, podemos desenvolver nosso próprio estilo através de três passos básicos: a observação, a leitura e a imitação. (p. 20).

Ou seja, observando como certos autores desenvolvem suas redações, lendo bastante e sobre variados temas, e posteriormente imitando alguns escritores, começando por passagens curtas de suas obras, subentende-se como uma receita prática e supostamente eficaz, no sentido de condução ao desenvolvimento de um estilo próprio de redigir, escrever ou simplesmente relatar algo.
O tipo de redação, disparado como mais cobrado em vestibulares e concursos públicos, é a dissertação (procure conhecer cada um deles), mas especialmente este; que o “nosso autor” traduz da seguinte maneira:

A dissertação é uma disposição de idéias a respeito de um tema, com base em raciocínios e argumentações, discutindo um tema e defendendo uma posição a respeito dele, o que exige coerência entre as idéias e a clareza na forma de expressão. (p. 80).

Baseado na mesma obra e autor, uma dissertação é composta pela seguinte seqüência:
1.    Introdução – É o início da redação, momento em que se apresenta o tema e superficialmente as supostas idéias a respeito do mesmo, buscando prender a atenção do leitor;
2.    Desenvolvimento – É a fase onde se explana opiniões, convicções e, obtém-se o auge da redação, deve apresentar-se de maneira suposta, concisa e coesa;
3.    Conclusão – É o arremate do que se apresentou no desenvolvimento, destacando-se a essência do que foi proposto e desenvolvido, assim como a introdução, a mesma deve ser breve;
4.    Título – Recomenda-se uma boa leitura da obra já pronta para enfim titulá-la, pois isso permitiria suposta maior particularidade entre o título e seu texto, titule-o humildemente sem enaltecer demasiadamente a obra.
Por fim, BAÇAN ainda nos recomenda:

Fuja à tentação de rechear seus textos com opiniões pessoais, procurando expor suas idéias sem fazer comentários, limitando-se a registrar os fatos. Se o texto exigir opinião, faça-a fundamentada e jamais baseada na emoção ou no “ouvi dizer”. No vestibular, você será avaliado pela capacidade de usar a língua e expor suas idéias, jamais pelo brilhantismo de suas opiniões pessoais.

Desta maneira, compreende-se a fundamental importância da leitura, caso contrário, como fundamentar algo que se desconhece?
Por último, vestibulares normalmente cobram em suas redações, temas que estejam em evidência, um bom exemplo disso, neste ano de 2012 (dois mil e doze), é o caso da Rio+20 – Conferência Internacional de Meio Ambiente – isso sem levar em consideração o modismo do tema preservação ambiental.
_Fica a dica!
_Além disso, se o concorrente estiver bem preparado, a temida redação deixará de ser um problema, passando a ser uma solução, um diferencial competitivo a seu favor, tanto em vestibulares quanto em concursos públicos.

Bibliografia consultada:
BAÇAN, Lourivaldo, Perez; REDAÇÃO - Passo a Passo; 1ª edição – 1999; Gráfica LASER LTDA; Londrina - PR.



terça-feira, 31 de julho de 2012

Somente a verdade me interessa..!!


O MENSALÃO,
A CARTA CAPITAL
E A VITÓRIA DOS MAUS.
O comentário de hoje (30/07) não poderia ser outro que não a polêmica publicação da revista Carta Capital de um documento, supostamente atribuído ao advogado de Marcos Valério, onde seriam citados diversos nomes como receptores dos recursos oriundos do esquema criminoso montado por José Dirceu e pelo PT. Entre esses nomes estão elencados o do Ministro do STF Gilmar Mendes (como membro da AGU) – Advocacia Gera da União – e do Senador Delcídio do Amaral (PT/MS) – ex-presidente da CPI dos Correios.
[ . . . ]
Mesmo sabendo que a imprensa brasileira é mesmo infestada por correntes ideológicas e se presta a mascarar, aqui e ali, uma matéria de acordo com seus desejos político-partidários (ou pior, seus interesses financeiros), a publicação da Carta Capital tem todos os ingredientes de farsa ensaiada para pressionar os ministros do STF, em especial Gilmar Mendes, porque apresenta incongruências e mentiras óbvias que não sobrevivem a uma simples pesquisa no Google.
O primeiro erro fundamental no documento apresentado se refere à principal personalidade apontada como beneficiário do esquema de Marcos Valério: Gilmar Mendes. Ora, ele é citado como membro da AGU no documento e, na data em que o tal documento foi escrito ele era um “reles” subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Mesmo assumindo que se ventilasse, na época, a possibilidade de que ele assumisse o cargo na AGU no futuro; é preciso que o autor do documento tenha poderes mediúnicos para dar como certa uma nomeação com quase um ano de antecedência. Ainda mais no pleno reinado do “toma-lá-dá-cá” que era o governo de FHC, onde as nomeações eram decididas momento a momento.
O outro ponto que leva o leitor mais preocupado a uma verdadeira sinuca de bico é o fato do Senador Dulcídio do Amaral ser citado como beneficiário do esquema. Fica estranho imaginar o senador petista coletando recursos para pagar despesas da campanha de 1988, em um possível caixa dois, quando na verdade só sairia candidato PELA PRIMEIRA VEZ em 2002. Aqui neste ponto, nem mesmo se um médium vindo diretamente do Cacique Cobra Coral tivesse redigido o documento resolveria o problema. Só mesmo com o uso de uma máquina do tempo.
[ . . . ]
Longe da mera disputa ideológica, essas revistas, alguns blogs e outros meios de comunicação de massa, passaram a agir como arautos da cegueira e da alienação. Além disso, em nome de interesses meramente financeiros e inconfessáveis, passaram torcer pela vitória dos maus como forma de verem perpetrados seus benefícios e todo o “status quo” que os mantém rentáveis. Esqueceram-se de que por mais “vermelho”, “azul” ou “roxo” que você seja; é a verdade dos fatos que deve pautar qualquer publicação.
Quem, em sã consciência, pode negar que houve um mensalão e que este foi um esquema patrocinado e abraçado por altas figuras do PT? Quem pode negar o fato de que alguém vivendo exclusivamente do salário oriundo de cargos públicos jamais poderá juntar uma fortuna superior a dois bilhões de dólares se for honesto? Quem pode negar o fato de que ninguém sai de um cargo de estagiário e se torna um dos homens mais ricos do país, em menos de dois anos, de forma lícita? Quem pode negar o fato de que nunca antes na história “desse país” tenhamos vivido um momento tão podre e tão regado a desesperança e corrupção em matéria de política partidária?

 http://www.visaopanoramica.com/#ixzz22D2k97d8  - Acessado em 31/07/2012.

_Somente a verdade me interessa:
_Uma suposta verdade a que se pode chegar, perante os fatos acima relatados, é de que hoje em dia (mais do que nunca), faz-se necessário pesquisar e averiguar toda e qualquer informação que tenhamos interesse em conhecer. Da mesma forma com que pesquisamos vários fornecedores, quando desejamos adquirir certo produto, aconselha-se também tomar o mesmo procedimento, em se tratando de médicos e advogados (ou diria principalmente).
_E por que com a imprensa não deve ser diferente? Ou você acha que a imprensa não mente? Ou você acha que nenhum veículo de comunicação vende notícia? Você acredita que todos os jornalistas são idôneos e apartidários?
_Sem a petulância de querer ser o “dono da verdade”, o administrador deste blog, gostaria apenas de que, meus poucos e caros leitores, estivessem o mais próximo possível de “suas verdades”, e que estas fossem as mais próximas possíveis, da realidade dos fatos.

sábado, 28 de julho de 2012

Santinha da Campina!!


O dia 26 de julho é feriado municipal nas cidades de Castro e Ponta Grossa (região dos Campos Gerais – PR), pois ambas celebram sua padroeira Sant’Ana; em Tibagi também, pois a cidade da mesma região, promove na localidade de Campina Alta, a famosa festa da “Santinha”.

INÍCIO DA DEVOÇÃO POPULAR
Da Assessoria
A ‘Santinha’, como é chamada pelos fiéis recebe duas denominações: é conhecida como santa Pastorina ou Castorina e sua história está ligada à tradição de fé do povo tibagiano. Além de se tornar uma festa oficial no calendário de eventos da cidade, o dia da ‘Santinha’, que embora não seja reconhecida pelo Vaticano é lembrada pelos devotos como santa milagreira, é momento de peregrinação.
Quanto à origem da imagem, monografia apresentada em 2001 por Silmara Terezinha Pedroso na pós-graduação em História pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, aponta três versões populares. A primeira está descrita em documento da Câmara de Vereadores que permanece sobre o altar da capela onde santa Pastorina é cultuada. “Em dia e mês não especificados do ano de 1900, Maria Rubina Ferreira veio do Socavão, município de Castro, para Campina Alta”, indica a placa. Era esta mulher que, todos os anos no mês de junho, promovia em sua casa uma reza em louvor à santa atraindo moradores vizinhos. Segundo a pesquisadora, outra versão dá conta de que a pequena imagem pertencia a uma família castrense que desapareceu.
Depois de algum tempo essa imagem teria sido encontrada por outra família, num pequeno riacho, em Campina Alta. A última hipótese para o surgimento da imagem está ligada à passagem do monge João Maria por Tibagi. O monge circundava a região de Castro e Tibagi. Assim, com suas andanças, ele poderia tê-la levado de Castro para Campina Alta, onde ela permanece até o dias atuais. A pequena imagem de louça mostra uma mulher de pele clara, vestida com capa e capuz rosa, segurando na mão direita uma espécie de cesta, e não apresenta característica sacra. A estatueta que está na capela é a mesma que teria sido encontrada em 1900 por Maria Rubina, em Castro, exposta no centro do altar por onde centenas de pessoas passam para beijá-la ou depositar ali algum objeto como forma de agradecimento pelas bênçãos recebidas.

Há algum tempo atrás (quando mais jovem), recordo-me ter ido com meus pais numa das festas da Santinha, percebia-se uma enorme religiosidade espalhando-se pelos ares do local. Mais recentemente, amigos que prestigiaram o acontecimento, relataram-me que ainda exala-se muita fé no evento, mas também se encontra nas festividades, bastantes comerciantes (servindo aos interessados), vários turistas à passeio, e alguns simplesmente curiosos.
O fato é que, devido à grande movimentação dos fiéis, a data já a algum tempo passou a ser considerada como feriado municipal, para toda a comunidade tibagiana!

Equipes da Secretaria Municipal de Saúde, da Defesa Civil, Polícia Militar e da segurança própria do evento estão de plantão para garantir o bem-estar e a segurança do público e realizar atendimentos e intervenções necessários. A Secretaria Municipal de Turismo também está de plantão, com estande montado em Campina Alta e na cidade, no Centro de Informações Turísticas. Funcionários estão a postos durante todos os dias. O Disk Turismo também está à disposição. O número é 0800-6431388 e a ligação não tem custo. “Muitas pessoas aproveitam a passagem pela festa da Santinha para conhecer ou revisitar outros pontos turísticos de Tibagi, como o canyon Guartelá, salto Santa Rosa, salto Puxa-Nervos e Arroio da Ingrata, dentre outros”.
Página Um; ano XXll, nº 2195; 26 e 27 de julho de 2012.
(27/07/2012)


_Pensamento do dia: “A fé move montanhas”.!


quarta-feira, 25 de julho de 2012

"utopia? Boffiniana?"


       
         Nós ocidentais, os principais responsáveis.
                   Por Leonardo Boff

O complexo de crises que avassala a humanidade nos obriga a parar e a fazer um balanço. É o momento filosofante de todo observador crítico, caso queira ir além dos discursos convencionais e intrassistêmicos. Por que chegamos à atual situação que objetivamente ameaça o futuro da vida humana e de nossa obra civilizatória? Respondemos sem maiores justificativas: principais causadores deste percurso são aqueles que nos últimos séculos detiveram o poder, o saber e o ter. Eles se propuseram a dominar a natureza, conquistar o mundo inteiro, subjugar os povos e colocar tudo a serviço de seus interesses.
Para isso foi utilizada uma arma poderosa: a tecnociência. Pela ciência identificaram como funciona a natureza e pela técnica operaram intervenções para benefício humano sem reparar nas conseqüências. Esses senhores que realizaram esta saga foram os ocidentais europeus. Nós, latino-americanos, fomos à força agregados a eles como um apêndice: o Extremo Ocidente. Estes ocidentais, entretanto, estão hoje extremamente perplexos. Perguntando-se aturdidos: como podemos estar no olho da crise, se possuímos o melhor saber, a melhor democracia, a melhor consciência dos direitos, a melhor economia, a melhor técnica, o melhor cinema, a maior força militar e a melhor religião, o cristianismo?
Ora, estas “conquistas” estão postas em xeque, pois elas, não obstante seu valor, inegavelmente não nos fornecem mais nenhum horizonte de esperança. Sentimos: o tempo ocidental se esgotou e já passou. Por isso perdeu qualquer legitimidade e força de convencimento.
Arnold Toynbee, analisando as grandes civilizações, notou esta constante histórica: sempre que o arsenal de respostas para os desafios não é mais suficiente, as civilizações entram em crise, começam a esfacelar-se até o seu colapso ou assimilação por outra. Esta traz renovado vigor, novos sonhos e novos sentidos de vida pessoais e coletivos. Qual virá? Quem o Sabe? Eis a questão cruciante.
O que agravava a crise é a persistente arrogância ocidental. Mesmo em decadência, os ocidentais se imaginam ainda a referência obrigatória para todos. Para a Bíblia e para os gregos, esse comportamento constituía o supremo desvio, pois as pessoas se colocavam no mesmo pedestal da divindade, tida como a referência suprema e a Última Realidade. Chamavam a essa atitude de hybris, quer dizer: arrogância e excesso do próprio eu.
Foi esta arrogância que levou os EUA a intervirem, com razões mentirosas, no Iraque, depois no Afeganistão e antes na América Latina, sustentando por muitos anos regimes ditatoriais militares e a vergonhosa operação Condor, pela qual centenas de lideranças de vários países da América Latina foram seqüestradas e assassinadas.
Com o novo presidente, Barack Obama, se esperava um novo rumo, mais multipolar, respeitador das diferenças culturais e compassivo para com os vulneráveis. Ledo engano. Está levando avante o projeto imperial na mesma linha do fundamentalista Bush. Não mudou substancialmente nada nesta estratégia de arrogância. Ao contrário, inaugurou algo inaudito e perverso: uma guerra não declarada usando “drones”, aviões não tripulados. Dirigidos eletronicamente a partir de frias salas de bases militares no Texas, atacam, matando lideranças individuais e até grupos inteiros nos quais supõe estarem terroristas.
O próprio cristianismo, em suas várias vertentes, se distanciou do ecumenismo e está assumindo traços fundamentalistas. Há uma disputa no mercado religioso para ver qual das denominações mais aglomera fiéis. Assistimos na Rio+20 à mesma arrogância dos poderosos, recusando-se a participar e a buscar convergências mínimas que aliviassem a crise da Terra.
E pensar que, no fundo, procuramos apenas a singela utopia, bem expressa por Pablo Milanes e Chico Buarque: “A história poderia ser um carro alegre, cheio de um povo contente”.

    Leonardo Boff é professor, escritor, filósofo, teólogo, doutor em Teologia e Filosofia pela Universidade de Munique (Alemanha), doutor honóris causa em Política pela Universidade de Turim (Itália) e em Teologia pela Universidade de Lund (Suécia).
Retirado do jornal Correio do Vale, de 18 a 24 de julho de 2012; ano XVI – nº. 1013.


sábado, 21 de julho de 2012

DicoToMiniMizando


Como poderíamos realizar o di’agnóstico?
A g n ó s t i c o s
O termo “agnosticismo” provém do grego “agnostos” e significa negação ao conhecimento, mas para os agnósticos, a postura desse pensamento não significa simplesmente negar os conhecimentos ou o estado referencial das coisas, mas uma posição dialética de conteúdos definidos, principalmente marcados pela história oficial e seus fatores culturais...
...Para os religiosos, agnóstico é aquele que não tem religião ou crença em algo. Para o agnóstico, o ser humano é aquilo que é sem estar submetido a uma idéia superior de controle ou transcendência, o mundo deve ser observado como algo racional e finito sem linhas ou ambientes imaginários...
... Para o pensamento do agnosticismo estrito, é impossível o conhecimento de entidades sobrenaturais para a compreensão humana. No agnosticismo empírico, há a espera de reais evidências que provem a existência do sobrenatural, desacreditado até a sua racional comprovação. Já na linha no agnosticismo apático, a comprovação do sobrenatural em nada modificaria a vida humana.
http://www.infoescola.com/religiao/agnosticismo/            -              (21/07/2012)

     Teoria da Libertação
“Eu me situo entre: primeiro entre os que crêem nas transcendentalidades, segundo, eu me situo entre aqueles que crendo na transcendentalidade, não dicotomizam a transcendentalidade da mundalidade. Quer dizer, em primeiro lugar, dentro de um ponto de vista do próprio senso comum, eu não posso chegar “lá”, a não ser a partir de “cá”. Se “cá”, se aqui, é exatamente o ponto onde eu me acho, para falar de “lá”, então é daqui que eu parto e não de “lá”. Eu respeito o direito de dicotomizar, mas eu não aceito a dicotomia.                                    Paulo Freire

_O que me levou a fazer esta postagem foram certas peculariedades do cotidiano telemacoborbense nos últimos dias. Primeiro com o falecimento do eterno prefeito Carlos Hugo, e segundo pelo contexto da política local. Pois bem, “seo Carlos” foi velado com as devidas orações (e independente de opção religiosa), muitos oraram por sua alma, realizou-se inclusive missa de “corpo presente”; essa dualidade sadia é muito bonita. Segundo, por estarmos vivenciando um momento político, no qual, percebe-se facilmente que, alguns dos partidos que lançaram candidaturas a prefeito, procuraram apoio em siglas religiosas; o que me leva crer que (inconstitucionalmente) não teremos um município LAICO – ou estou enganado?
_E essa rotulação não me cheira nada bem!
_Conforme o site http://www.dicionarioinformal.com.br (em 21/07/2012), podemos entender a palavra dicotomizar, como o fato de dividir em classes ou grupos. E sendo assim, dar-me-ei o direito de repetir as palavras do “mestre” Paulo Freire:
_Eu respeito o direito de dicotomizar, mas eu não aceito a dicotomia.